Artilheiro do Campeonato Brasileiro e maior goleador em uma conquista estadual que encerrou longo jejum sem títulos. Combinação perfeita para um jogador se sentir um ídolo, certo? Não para Alex Mineiro. Mais eficiente camisa 9 desde a saída de Vágner Love, em 2004, o atacante só se sentirá nas graças palmeirenses quando colocar fim em outra seca do clube: a de 14 anos sem ser campeão brasileiro.
“Ainda tenho que conquistar muitas coisas para ser um ídolo. Preciso de títulos importantes como o Brasileiro, a Libertadores, para me tornar um ídolo”, justificou o centroavante, idolatrado no Atlético Paranaense por ter sido decisivo na única conquista nacional da equipe, em 2001. E está animado para o bi pessoal no Palestra Itália.
“Estamos tentando colocar o Palmeiras de volta às conquistas importantes e vejo um ano muito bom para isso, está saindo tudo como planejado. Tivemos a oportunidade de sermos campeões paulistas e isso deu uma tranqüilidade para a seqüência do ano. Agora a equipe vai buscar o Brasileiro lutando até o fim”, prometeu.
Com este discurso politicamente correto, sempre enaltecendo o coletivo, e fala mansa, Alex surpreendeu a muitos nesta temporada. Chegou em janeiro sob a desconfiança que seus 33 anos normalmente carregam, mas, em sete meses, já assinalou 29 gols. No país, apenas o santista Kléber Pereira, com 30, marcou mais. De quebra, o 9 alviverde ainda vive a expectativa de se tornar o primeiro palmeirense a se tornar artilheiro do Brasileiro.
“Estes números me dão uma motivação muito grande. Sempre procuro antes ajudar o Palmeiras a chegar na primeira colocação. Se no final tiver a oportunidade de ser artilheiro e atingir novas marcas, vai ser gratificante, vou ficar feliz por fazer parte da história de um clube como o Palmeiras”, apontou o jogador, disposto a ter no Verdão trajetória mais positiva do que no Furacão, há sete anos.
“São fases diferentes, até o campeonato era mais curto. O momento agora é bom também, tenho feito gols e contribuído com vitórias. Espero que o grupo continue me dando essa força para volta a ser artilheiro e buscar esse título”, projetou o goleador, que dividiu o terceiro lugar na artilharia nacional daquele ano também com Kléber Pereira, na época seu parceiro de ataque – ambos fizeram 17 gols, contra 21 do líder Romário.
Mais do que motivadoras, as estatísticas que podem marcar Alex Mineiro na história verde também fizeram com que o centroavante recusasse ofertas do Gamba Osaka, do Japão, e outra dos Emirados Árabes, ambas tidas como “irrecusáveis” por seu empresário. Feliz com o sucesso e preocupado com a família, o camisa 9 disse “não” e recebeu um aumento salarial no Palmeiras.
“Já passei dois anos no Japão, sei como são as dificuldades de se viver em outro país. Pensei bem, minhas filhas estão estudando em São Paulo e achei melhor permanecer. Vivo um momento bom e estou muito feliz também com a diretoria, que desde o ano passado, quando me procurou no Atlético, foi transparente”, enalteceu.
A preferência demonstrada neste ano, porém, não significa que o palmeirense continuará vendo o mineiro no time em 2009. A cúpula já manifestou o interesse de renovar com o jogador o contrato que se encerra em dezembro. Mas, mesmo aos 33 anos, Alex prefere não descartar uma possível transferência no final da temporada. “Achei que não era o momento para sair agora, mas ainda dá para jogar no exterior”, avisou.
Fonte: GazetaEsportiva

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