O atacante Kléber, do Palmeiras, perdeu o seu principal advogado de defesa no julgamento que acontecerá na próxima segunda-feira, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. O zagueiro Asprilla, do Figueirense, que sofreu uma cotovelada no rosto, considerada involuntária pela arbitragem no empate sem gols entre as duas equipes, na semana passada, em Florianópolis, não poderá comparecer ao Tribunal.Kléber alegou que acertou Asprilla sem querer. O zagueiro do Figueirense também concedeu entrevista isentando o atacante palmeirense de culpa. Porém, o procurador do STJD, Paulo Schmitt, indiciou o jogador do Verdão no artigo 254 (Praticar jogada violenta) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), cuja pena prevista é de duas a seis partidas de suspensão. O julgamento acontecerá na próxima segunda-feira
- Infelizmente, devido ao momento delicado que atravessa o Figueirense na tabela de classificação do Brasileiro e ao regime de concentração implantado pelo clube, a diretoria não liberou o Asprilla para viajar ao Rio de Janeiro e participar do julgamento do Kléber - explica Bruno Paiva, empresário do zagueiro.
Asprilla voltou a afirmar em Florianópolis que acredita que Kléber não teve a intenção de machucá-lo. O seu depoimento, seja na entrevista concedida após a partida, e muito provavelmente de próprio punho, em papel timbrado do Figueirense e assinado pelo atleta, será levado ao STJD.
- O Asprilla se colocou à disposição para ajudar o Kléber. Mas, apesar de todos os esforços, não conseguimos sua liberação - justifica o empresário.
O gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio, afirmou que o departamento jurídico do clube não medirá esforços para conseguir a absolvição de Kléber. Na segunda-feira, no STJD, será a quarta vez que o atacante será julgado no atual Campeonato Brasileiro.
- Confiamos na absolvição do Kléber. Estamos convictos que ele não teve a intenção de machucar o Asprilla - diz Toninho Cecílio.
Fonte: GloboEsporte

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