Atlético-PR aposta em velhos ídolos e novo técnico para voltar ao topo

Furacão tem treinador estreante na Série A e trouxe de volta o artilheiro de seu único título brasileiro. Clube ainda busca reforços após vice estadual
alexmineiro220410.jpgO Atlético-PR vem de uma sequência desagradável nos últimos quatro anos, sempre lutando contra o rebaixamento, apesar de contar com treinadores experientes, como Antônio Lopes, Geninho e Mário Sérgio, e de nome, como Ney Franco e até o alemão Lothar Matthaüs. Para retornar aos tempos de glória do início da década, o único clube paranaense que permanece na Série A resolveu apostar num técnico jovem e num elenco experiente.

O treinador é Leandro Niehues, de apenas 37 anos, que se destacou em 2009 ao levar o pequeno J. Malucelli ao vice-campeonato paranaense. Para dar suporte a Niehues, estará um elenco com o atacante Alex Mineiro e o volante Alan Bahia, dois personagens importantes da conquista do único título brasileiro da equipe, em 2001, e o meia Paulo Baier, que chegou ao time no ano passado e se destacou na Série A pelo Goiás, Palmeiras e Sport. Após a eliminação na Copa do Brasil e a derrota para o rival Coritiba na decisão do Campeonato Estadual, o time começou a se reforçar e anunciou as chegadas do zagueiro Leandro e dos laterais Wagner Diniz e Lisa. Ainda é considerado pouco pela torcida do Furacão, que pede mais um meia e jogadores de frente.

Entrevista: Leandro Niehues


Não se pode acusar o técnico Leandro Niehues de não ter personalidade. Afinal, fará sua estreia na Série A com um time que penou para não cair no ano passado. O jovem treinador diz que os veteranos da equipe aceitaram bem seu comando e que, apesar da campanha de 2009, o Atlético-PR é respeitado por todo o Brasil.

Esta será sua estreia na Série A do Campeonato Brasileiro. Está nervoso por encarar os melhores times e técnicos do país?
Não, com certeza não. Não vejo nada de diferente do que vimos este ano. Encaramos times grandes como o Coritiba no Campeonato Paranaense e o Palmeiras na Copa do Brasil. São jogos como qualquer outro.

Como tem sido a receptividade dos jogadores, principalmente os mais experientes como Claiton, Paulo Baier e Alex Mineiro, com um treinador poucos anos mais velho que eles?

Quando o jogador vê que tem conhecimento no comando, que o técnico pode passar algo a ele, ele respeita, independentemente da idade. Os problemas que os caras mais velhos vão ter são os mesmos que os jogadores mais novos terão. Às vezes, chegam técnicos mais velhos e têm problemas com o elenco. Eu não tive problema algum.

Qual é o estilo do técnico Leandro Niehues?
O tempo vai dizer. Eu sou um treinador que valoriza o tempo de treinamento, a semana de trabalho. O treinamento resolve as situações. Não adianta chegar no domingo e pedir ao jogador que faça algo que não fez durante a semana. E o grupo que não tiver uma disciplina não dá certo. O treinador tem que saber exercer o poder, tem que conversar e ter a palavra final.

A campanha no Brasileiro do ano passado, em que o Atlético-PR escapou do rebaixamento nas últimas rodadas, certamente trouxe muita pressão ao time, assim como o vice-campeonato paranaense. Como você encara essa pressão?
Se eu ficar preocupado com o que passou, não vou trabalhar. Perdemos o Paranaense numa situação atípica - tínhamos jogado na quinta-feira pela Copa do Brasil e fomos disputar a final no domingo, sem dois ou três jogadores que não puderam jogar. É outro campeonato e a pressão existe, pois a torcida está aqui, mas tenho que pensar à frente.

Até pouco tempo atrás, o Atlético-PR disputava o título brasileiro e torneios internacionais. Acredita que agora, com outros times mais cotados e menos atenção dos rivais, o Furacão possa surpreender?
Toda previsão que se faz no início do Brasileiro tem risco de errar. Muito se fala agora no Santos e no Corinthians por causa do elenco, mas sempre quando começa o campeonato, as coisas mudam. Há times que não eram cotados para brigar pelas primeiras posições e chegam pelos cantos. A situação de surpreender, é de jogo a jogo, rodada a rodada. Independentemente do retrospecto recente, o Atlético é muito respeitado.

"Quando o jogador vê que tem conhecimento no comando, ele respeita, independente da idade"
Leandro Niehues

Curiosidades históricas

- O Atlético-PR é uma das oito equipes que conseguiram vencer as Séries A e B do Campeonato Brasileiro (Série A em 2001 e Série B em 1995). As outras equipes são Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG, Guarani, Coritiba, Corinthians e Vasco.

- O adversário que o Atlético-PR mais venceu na história do Campeonato Brasileiro é o Fluminense. A equipe paranaense disputou 25 partidas contra os cariocas, obtendo 14 vitórias.

- Em 2004, o atacante Washington, atualmente no São Paulo, marcou 34 gols no Campeonato Brasileiro. O jogador tornou-se o maior goleador de uma edição da competição na história.

- A maior goleada do Atlético-PR na história do Campeonato Brasileiro foi de 5 a 0, sobre o ABC, em 11 de março de 1984. A pior goleada sofrida pelo Atlético-PR foi por 5 a 0, em duas ocasiões: contra o Atlético-MG, em 16 de outubro de 1976, e contra o São Paulo, em 23 de março de 1992.

- Retrospecto do Atlético-PR no Brasileirão: em 722 jogos, foram 265 vitórias, 201 empates e 256 derrotas; 990 gols marcados e 924 gols sofridos.

Fonte: GloboEsporte

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