Em pouco mais de um ano como profissional, o atacante Jorge Preá deixou o ostracismo no Pelotas para, aos 24 anos, tornar-se o herói da vitória palmeirense por 1 a 0 sobre a Portuguesa, resultado que poderá levar o Verdão às semifinais do Estadual com mais tranqüilidade.
Festejado pelos companheiros, o jogador foi convocado para a tradicional entrevista coletiva pós-jogo e, cheio de humildade, sequer cogitou entrar na briga com os outros atacantes do elenco (Alex Mineiro, Lenny, Denílson e Kléber) por uma vaga entre os titulares. Pelo menos por enquanto.
“Estou lutando pelas beiradas. Sou a quinta opção e não tenho vergonha de falar isso não. Tem Lenny, Alex, Denílson e Kléber na minha frente. Vou trabalhar para ganhar aos pouquinhos, me apresentar à torcida e ganhar a confiança dela. Prazer, sou Jorge Preá”, brincou.
Apesar de não ostentar um lugar ao sol de imediato, Preá revelou que teve um pressentimento antes de substituir Alex Mineiro. “Na concentração, comentei com o Makelele e com o Denílson que, se entrasse hoje (quarta), eu faria um gol. No aquecimento, também falei isso para o professor. Graças a Deus fui feliz”, celebrou.
Renegado pela própria Portuguesa após um período de testes, Preá evitou falar com rancor da equipe do Canindé. Ao invés disso, preferiu pedir apoio a Alex Mineiro, que não se apresentou bem contra a Lusa e acabou ouvindo algumas vaias ao perder gols considerados fáceis pelos torcedores.
“Me inspiro muito no Alex Mineiro. Eu olho como ele joga e procuro estar na posição dele. Ninguém pode vaiar o Alex não. Ele é muito inteligente e eu dedico esse gol à minha família, que me apoiou nesses 24 anos, e a ele também”, concluiu.
Fonte: GazetaEsportiva

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