O atacante Kléber, do Palmeiras, acredita que passará ileso pelo julgamento desta segunda-feira à tarde, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador foi indiciado por ter dado uma cotovelada no zagueiro Asprilla, do Figueirense, dia 8 de outubro, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pelo Campeonato Brasileiro. A seu favor, Kléber tem o próprio defensor catarinense. Logo depois da partida, Asprilla considerou o lance involuntário e aceitou as desculpas, tanto que o atacante sequer foi advertido pelo árbitro. O zagueiro, entretanto, não estará no Rio de Janeiro para fazer parte da defesa.
- Lembro bem do lance. O Asprilla me desculpou e isso vai ser levado em conta. Fico feliz que ainda há pessoas de bom coração, como ele, por reconhecer que não fiz nada. Vou ser perdoado. Não fiz aquilo por querer. Eu nunca tive a intenção de acertar alguém – justifica.
Kléber desaprovou ainda a forma como foi parar pela quarta vez nos tribunais neste Brasileiro. Mesmo com as desculpas aceitas por Asprilla, o procurador do STJD, Paulo Schmitt, indiciou o jogador do Verdão no artigo 254 (praticar jogada violenta) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), cuja pena prevista é de duas a seis partidas de suspensão.
- Eu abri meu braço e pegou no rosto dele. Às vezes, pega no peito, no braço. Não tem necessidade de pegar a fita e levar para o STJD toda vez que acontecer um lance assim. A partida é dentro de campo – ressalta.
O atacante “culpou” o estilo de jogo europeu que assimilou nos quatro anos que defendeu o Dínamo Kiev, da Ucrânia, por ainda sofrer com esses problemas no Brasil.
- Lá fora, a gente aprende a se proteger porque é um jogo truncado, com muitas faltas. É como se fosse um clássico sempre. Nunca dei cotovelada intencionalmente querendo machucar um companheiro de profissão – completa.
Fonte: GloboEsporte

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