No limite da euforia e depressão, Flu e Vasco fazem clássico decisivo no Maraca

Empate basta para garantir o Tricolor na semifinal da Taça Rio, mas pode ser fatal para os vascaínos, comandados pelo técnico interino Gaúcho
elton_131109.jpgCéu e inferno. Calmaria e turbulência. Classificação e eliminação. Fluminense e Vasco se enfrentam neste domingo, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã, pela sétima rodada da Taça Rio, para um clássico onde o limite entre a euforia tricolor e a frustração cruzmaltina é mínimo. Tanto que um empate, por exemplo, terá efeitos completamente opostos em São Januário e nas Laranjeiras.

Com 16 pontos, o Flu é o vice-líder do Grupo A da Taça Rio, atrás do Flamengo apenas no saldo de gols – 12 a 11 – e com apenas mais um ponto se garante antecipadamente na semifinal da competição. A igualdade, no entanto, já não serve para o Vasco. Há quatro partidas sem vencer – três pela Taça Rio – e de técnico novo, o interino Gaúcho, a equipe da Colina é apenas a terceira colocada no Grupo B, com nove pontos, e pode até mesmo terminar a rodada eliminada caso não vença. Para isso, basta que América e Botafogo despachem Flamengo e Boavista, respectivamente.

Flu repete equipe e aposta em evolução gradativa


Praticamente classificado para a semifinal da Taça Rio e com a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil garantida sem a necessidade do jogo de volta, o Fluminense tirou as próximas duas semanas para arrumar a equipe para as retas finais das duas competições. Sem pressão, ao contrário do Vasco, o time de Cuca repetirá a formação que venceu o Madureira na última rodada e o discurso durante a semana foi pautado na subida de produção justamente nos momentos decisivos.

Com o ambiente leve, o Tricolor fugiu de polêmica e evitou comentar a crise do lado vascaíno nos últimos dias. Até mesmo uma possível vingança pela eliminação da Taça GB foi descartada. Para Cuca, o importante é confirmar a classificação na semifinal e seguir aparando as arestas para o mata-mata.

- Não tem nada a ver. Não há gosto especial por eliminar o outro. É especial ganhar, não fazer mal ao outro. Não vamos pensar nisso. Vamos fazer o nosso feijão com arroz e fazer um bom jogo.

Com apenas um desfalque – Fred, com uma lesão na coxa direita -, o Tricolor aposta no entrosamento do setor defensivo para segurar um dos principais jogadores do campeonato: Philippe Coutinho. Com apenas 17 anos, o meia assusta e recebeu elogios de Cássio

- Sem dúvidas o Coutinho já mostrou uma qualidade enorme. É diferenciado e tem a capacidade de desequilibrar. Precisamos tomar cuidado, mas ele não joga sozinho. É preciso estar atento com o time inteiro do Vasco.

Gaúcho mexe pouco na equipe em sua estreia no Vasco

O novo treinador interino do Vasco fez poucas mudanças em relação à equipe que foi derrotada por 3 a 2 pelo Americano, na última quarta-feira, em São Januário, e ocasionou a queda de Vagner Mancini. Sem poder contar com o zagueiro Fernando e o volante Léo Gago, suspensos, Gaúcho optou pelas entradas de Thiago Martinelli e Souza.

Por outro lado, o treinador vai poder contar com o retorno de Philippe Coutinho, que cumpriu suspensão no confronto diante do time Campos. Além dele, Gaúcho ganhou um outro reforço. O capitão Carlos Alberto treinou com desenvoltura durante toda a semana e será relacionado para ficar no banco de reservas.

Em seus primeiros dias no comando do Vasco, Gaúcho já detectou o que precisa melhorar para atingir os resultados. Segundo o treinador, os jogadores perderam a confiança após a derrota para o Botafogo, na final da Taça Guanabara.

- Os jogadores precisam de segurança e tranqüilidade para trabalhar. Essa é o grande segredo para superar esse momento. O grupo precisa estar em condições para vestir e honrar essa camisa. É uma tradição grande, um clube importante, e o jogador precisa entender e assumir essa responsabilidade para levar o time às vitórias – disse o treinador.

Contando os tempos de jogador e profissional das categorias de base, Gaúcho tem mais de 13 anos de trabalho na Colina. Para o treinador, o clube não sabe conviver apenas com os resultados negativos e com a falta de títulos.

- O Vasco não vive sem vencer. Joguei no Vasco por muito tempo e sei como o torcedor é. Quem cala o torcedor, quem deixa o torcedor quieto é o jogador. Se você produzir, a torcida vai estar ao seu lado – avisou.

Fonte: GloboEsporte

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