É possível dizer que a expectativa sobre o clássico desta quinta-feira, no Maracanã, se confirmou. Botafogo e Vasco fizeram, sim, um grande jogo, talvez o melhor do Campeonato Carioca. Muito melhor, porém, para o time dirigido por Dorival Júnior, que, mais equilibrado e eficiente, provou ser superior, e fez 4 a 1, através de Elton (dois), Léo Lima e Carlos Alberto. Thiaguinho descontou.Com o resultado, o clube de São Januário voltou a estar na frente do Fluminense, que também tem seis pontos, mas saldo de gols bem menor (6 contra 2), na disputa pela liderança do Grupo A. Além disso, quebrou sequência de sete anos sem bater o rival em Estaduais. Já o Glorioso caiu para quinta colocação do B.
O JOGO
Antes mesmo que o grande clássico pudesse aquecer suas turbinas, o Vasco saiu na frente. Assustado com a velocidade imposta pelo rival, o sistema defensivo de Ney Franco falhou e Carlos Alberto, com um excelente passe, deixou Élton livre para escolher o canto esquerdo de Renan e abrir o placar, logo aos dois minutos.
Em desvantagem, o Botafogo precisou sair para o jogo, mas talvez não esperasse que a resposta cruzmaltina fosse sempre com muita rapidez. Dominado pelo vontade do adversário, o Alvinegro, em ritmo lento, sofreu com uma pressão por cerca de 15 minutos, que por pouco não resultou no segundo gol, primeiro através de Alex e, depois, do mesmo Elton.
A partir de então, a proposta do time de Dorival Júnior, como algo natural, passou a ser a do contra-ataque. Ciscando de um lado para o outro, porém, o Botafogo não penetrava com qualidade, sobretudo porque Maicosuel estava desaparecido em campo. E Léo Silva, para quem sobrou a missão de armar, era perseguido pelos marcadores.
Some a isso a impressionante insistência de não ir à linha de fundo dos laterais do campeão da Taça GB, que até obrigou o goleiro Tiago a duas intervenções importantes, porém nada que provasse a eficiência do melhor ataque da competição, com 23 gols.
Destaque negativo, é bom citar, foi para o despreparo do árbitro Rodrigo Nunes de Sá, estreante em clássicos, que saiu a distribuir cartões amarelos inadvertidamente, como uma maneira bem pessoal de controlar a partida.
O confronto, que era muito bom até certo ponto, perdeu em qualidade nos minutos finais, aparentemente por conta do cansaço das equipes, que correram e se esforçaram muito ao longo da primeira etapa.
SEGUNDO TEMPO
Depois do intervalo, o Vasco ainda voltou um pouco melhor, com chances mais claras, além de mais espaço para jogar. Aos poucos, no entanto, o Fogão tornou a equilibrar, mesmo que mostrando os mesmos erros. Com o panorama parecido, ambos os treinadores resolveram mexer. Enquanto Ney pôs Gabriel na lateral e empurrou Thiaguinho para meio, Dorival lançou Pimpão na vaga de Alex Teixeira.
Rapidamente, assim como seu atacante, o tempo provou que a escolha do comandante cruzmaltino foi acertada. O camisa 11, que perdera o posto de titular, deixou o artilheiro e ladrão de sua vaga, Élton, novamente em ótimas condições. Bastou um toque para tirar Renan da jogada e o placar em breve marcaria: 2 a 0 para o Vasco.
Na sequência, o juizão voltou a querer aparecer - o que seria a tônica do segundo tempo. O volante Nilton, que recebera cartão injusto, fez falta em Gabriel e acabou expulso. O fato animou o rival, que evoluiu no toque de bola. Tanto que Thiaguinho, em nova função, tabelou com Victor Simões e bateu da meia-lua. A bola ainda acertou a trave antes de morrer na rede.
Ney Franco encontrou tempo, ainda, para promover a entrada de Diego no lugar de Léo Silva, tornando o Botafogo ainda mais ofensivo. De nada adiantava, já que a equipe seguia atacando de modo errado e sucumbindo à precisão da marcação vascaína. Com aproximadamente 30 minutos, o goleador do jogo saiu, para a entrada de Léo Lima, que decidiria a partida.
Em um contra-ataque, à lá seu antecessor Wagner Diniz, o lateral Paulo Sérgio foi derrubado no bico da área por Gabriel, também expulso. Com direito a uma longa paradinha, o meia cobrou e ampliou para 3 a 1.
Atordoado, o Botafogo ainda tentou algo, mas o cartão vermelho recebido por Diego - o incrível terceiro do clássico, todos exagerados - desanimou de vez o time. No fim, para completar a festa, Carlos Alberto tornou a entortar o amigo Juninho, muito mal, e completou os 4 a 1.
Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Boavista, em Bacaxá, e o Botafogo vai a Cabo Frio pegar a Cabofriense, ambos pela terceira rodada da Taça Rio.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 1 X 4 VASCO
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 12/3/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes Sá (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Renda/público: R$ 487.902,00 / 30.290 pagantes
Cartões amarelos: Alessandro, Fahel, Emerson, Léo Silva, Gabriel e Victor Simões (BOT); Fernando, Nilton, Jéferson, Alex Teixeira, Élton, Carlos Alberto e Amaral (VAS)
Cartões vermelhos: Nilton, 17'/2ºT (VAS); Gabriel, 37'/2ºT (BOT); Diego, 43'/2ºT (BOT)
GOLS: Élton, 2'/1ºT (0-1); Élton, 15'/2ºT (0-2); Thiaguinho, 25'/2ºT (1-2); Léo Lima, 38'/2ºT (1-3); Carlos Alberto, 45'/2ºT (1-4)
BOTAFOGO: Renan, Emerson (Gabriel, 12'/2ºT), Juninho e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Léo Silva (Diego, 22'/2ºT), Maicosuel e Thiaguinho; Jean Carioca (Laio, 19'/2ºT) e Victor Simões - Técnico: Ney Franco.
VASCO: Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Jéferson (Mateus, 22'/2ºT) e Carlos Alberto; Alex Teixeira (Rodrigo Pimpão, 13'/2ºT) e Élton (Léo Lima, 31'/2ºT) - Técnico: Dorival Júnior.
Fonte: LanceNet!

wmi9