Oito anos depois, Liedson reencontra o São Paulo com a esperança de, mais uma vez, escrever seu nome na história do Majestoso, e ansioso pela chegada de Adriano.O atacante se inspira no confronto decisivo de que saiu campeão, pelo Campeonato Paulista de 2003, para ajudar o Corinthians a vencer o clássico das 16h na Arena Barueri, válido pela 16ª rodada do Estadual.
– Espero conseguir o mesmo o desempenho. Tenho boas recordações contra o São Paulo. Conseguimos vencê-lo pelo placar de 3 a 2 nas duas finais e ainda tive a felicidade de fazer um gol no segundo jogo e ajudar na conquista do título – relembrou em entrevista ao LANCENET!
Artilheiro do campeonato ao lado do santista Elano, que também vazou os adversários em dez oportunidades, o Levezinho demonstra empolgação com o reforço do Imperador.
– Adriano será muito bem recebido pelo elenco e ele nos ajudará muito, porque é pessoa de bom coração.
Sempre dividindo os méritos da boa fase com o restante dos alvinegros, o camisa 9 aponta o técnico Tite como um dos principais responsáveis pelo Timão já estar classificado para as quartas de final e ocupar a parte de cima da tabela.
– Ainda bem que as orientações dele têm dado certo e nós estamos obtendo êxito. Este é o motivo do sucesso: fazemos ao pé da letra aquilo que o treinador nos pede.
Com o direcionamento do técnico gaúcho, vencedor dos quatro clássicos com a equipe desde outubro do ano passado (Palmeiras em dois e São Paulo e Santos, uma vez cada), o time quer ampliar o tabu majestoso: são 11 jogos (sete triunfos) sem derrota desde 2007.
De olho nesse retrospecto, Liedson esbanja disposição aos 33 anos. Nas nove partidas das quais ele participou desde que voltou de Portugal, em fevereiro, só foi substituído em duas e atuou por 787 minutos.
Com resistência física de dar inveja a muitos iniciantes na profissão, o experiente corintiano, cujo contrato se encerra em julho de 2012, nem faz planos de pendurar as chuteiras.
– Ainda está muito longe de acontecer. Ninguém vai parar comigo (risos). Só vou me aposentar quando a bola não entrar mais no gol.
Neste domingo, mais um passo para se manter distante da aposentadoria.
Confira uma entrevista exclusiva com o Levezinho
L!: O que é mais fácil de acontecer: você vazar o São Paulo ou Rogério atingir o centésimo gol?
LIEDSON: Sinceramente, nós não estamos preocupados se Rogério irá marcar o centésimo gol. Se ele marcar o gol dele e o Corinthians vencer, tudo bem. Ele é um grande goleiro, que deve alcançar essa marca histórica. Jogaremos com a cabeça tranquila, independentemente de ele fazer gol.
L!: Esperava em tão pouco tempo se destacar tanto pela equipe?
L: Na verdade, não. Estou feliz por ter alcançado esse status. Tudo se deve ao clube. Quando o time está bem, o individual aparece com naturalidade e é o que está acontecendo comigo.
L! Parece muito fácil para você marcar os gols. É assim mesmo?
L: Não é fácil (risos). É muito difícil para eu chegar à conclusão a gol. Tenho de correr e me movimentar bastante. Tenho de ajudar a equipe para a oportunidade aparecer. A vida de atacante é assim. Quando chega a oportunidade, tem de estar preparado.
L!: Quais são as principais diferenças que você encontrou da estrutura do Corinthians quando saiu, em 2003, para este ano?
L: Atualmente, a estrutura do Corinthians é espetacular. Tem um CT maravilhoso com quatro campos. O trabalho desenvolvido aqui por todos os funcionários e as instalações do clube são de time top da Europa. Olha que o CT não está totalmente pronto. Vai ficar uma maravilha de dar inveja a qualquer outro clube.
L!: Quando você chegou, o time tinha acabado de ser eliminado da Libertadores. Quão diferente está o astral do grupo de lá para cá?
L: Foi uma decepção muito grande para todos os jogadores. Quando cheguei, estavam chateados pela eliminação para o Tolima (COL). Todos gostariam de ter passado para a fase de grupos da Libertadores, mas infelizmente não aconteceu. Eu também fiquei triste, mas o grupo todo conseguiu dar a volta por cima e conseguimos reverter uma situação que estava bastante complicada.
L!: Sentiu-se frustrado por não ter conseguido jogar com Ronaldo?
L: Um pouco (risos). Não tive esse prazer de jogar com Ronaldo, mas o importante é que agora faço parte do grupo em que ele estava e me sinto muito orgulhoso.
L!: Você está com 33 anos e está jogando direto desde o meio do ano passado, quando começou a temporada europeia. Aguentará até o fim do Brasileiro, em dezembro?
L: Acho que aguento o ritmo, porque estamos fazendo uma dosagem da carga do meu trabalho desde quando eu cheguei aqui. Fizemos uma reunião com a comissão técnica e vimos a melhor maneira de controlar o cansaço, porque estou indo para o fim da temporada já que estou jogando desde agosto. É me poupar um pouco nos treinamentos e tirar um pouco da carga de trabalho, mas sempre trabalho para chegar 100% às partidas.
Nota da Redação: Assim como na maioria dos países europeus, em Portugal, onde o Levezinho defendeu o Sporting (POR), a temporada começa no mês de agosto.
Fonte: Lancenet

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