Bate-bola com o craque Jadson

Meia fala de sua carreira, seu ídolo e planos para o futuro
jad_200509.jpgFrio, cultura diferente e futebol truncado. Este foi o cenário encontrado por Jadson em 2005, quando chegou à Europa. Há cinco anos defendendo o Shakhtar Donetsk (UCR), o meia fala de sua adaptação no país e ao futebol ucraniano, trajetória da carreira e revela quem é seu ídolo no futebol.
Com sete títulos no currículo, o craque de 26 anos é ídolo no Shakhtar. Atual campeão da Ucrânia, o meia comenta o atual momento da equipe e seus planos para o futuro.

Confira o Bate-bola com o craque Jadson:

Adaptação na Ucrânia

JADSON: No começo foi difícil pelo frio. Estranhei, mas com o decorrer do tempo fui me adaptando. Estou há cinco anos aqui, já me acostumei ao clima e ao país. Quando cheguei não tinha muito que fazer, a cidade era escura, não tinha
muita luz pelo clima sempre fechado. A Ucrânia vem melhorando muito, a cidade, a mentalidade das pessoas também. Hoje já temos comida importada aqui (risos)! Não tenho o que reclamar.

Você faz o que para se divertir?

JADSON: Ultimamente não tenho feito muita coisa. Antes costumava jogar boliche, mas agora fico bastante em casa, curtindo o filhão e a esposa.

Idioma

JADSON: Quando cheguei tinham tradutores. Fiz aulas de russo, mas com o tempo fui pegando o idioma. Sei me virar, nos treinamentos fui pegando uma coisinha aqui outra ali. Os brasileiros que já moravam aqui ajudam bastante também.

Trajetória

JADSON: Em 2003 fui promovido ao profissional do Atlético-PR. Tive algumas oportunidades de mostrar meu futebol até que em 2004 já era titular. Fiz um bom brasileiro naquele ano, nossa equipe terminou em segundo lugar e, em seguida, no outro ano, fui negociado com o Shakhtar. Consegui vários títulos aqui. Campeonato Ucraniano, inclusive o desta  temporada, Copa da Ucrânia, e a Copa da UEFA (atual Liga Europa) em 2009, o título mais importante da minha carreira até agora.

Ídolo

JADSON: Sempre gostei do Ronaldinho Gaúcho e admiro muito o futebol dele.

Futebol ucraniano

JADSON: Aqui o futebol é mais pegado, de muita força e muitas divididas. Eles prezam muito pela marcação, diferente do Brasil, que é um futebol mais técnico, jogado para frente. Aqui é muito truncado, eles jogam fechado. Quando cheguei, o futebol ucraniano era mais fraco, mas nos últimos dois anos temos jogado campeonatos internacionais e a visibilidade é bem maior. São poucas pessoas que vem até a Ucrânia assistir a uma partida, já atuando em torneios europeus, como Liga Europa e Champions League, a vitrine á bem maior.

Eurocopa-2012 na Ucrânia

JADSON: Eles estão muito focados nisso. O país mostra organização e vontade de sediar uma competição desse calibre, vamos aguardar. Ficaria contente pelo país e pelo povo se eles conquistassem essa vitória.

Clube

JADSON: Quando cheguei era um pouco diferente. A diretoria, comissão técnica e o presidente mudaram um pouco a mentalidade, estão mais abertos. O presidente fez um grande estádio aqui... Me surpreendi muito desde que cheguei em 2005.

Torcida

JADSON: É sossegado. Quando saio para comer ou ir ao shopping, algumas pessoas me reconhecem e pedem autógrafos, fotos, mas não ficam em cima. É bem tranquilo. A torcida não é como a dos clubes brasileiros. Sempre tem aqueles mais fanáticos, mas é algo frio, típico do país e do clima europeu. A torcida do Shakhtar sempre comparece ao jogos e incentiva a equipe.

Brasileiros na equipe

JADSON: Sempre tem aquele que é contra contratação de muitos estrangeiros, mas o resultado está aí: ganhamos mais um título e mostramos a qualidade do nosso futebol. Tem sete brasileiros no clube. Além de mim, o Douglas (Costa), Willian, Ilsinho, Fernandinho, Alex Teixeira e o Luiz Adriano. Todos têm uma relação muito boa, é bem legal. Tenho mais intimidade com o Fernandinho, por ter jogado com ele na base do Atlético-PR, com o Ilsinho e com o Willian. Sempre jantamos na casa um do outro.

Planos

JADSON; Tenho mais quatro anos e meio de contrato aqui. Tenho que cumpri-lo até o fim, mas quem sabe, propostas podem aparecer, mas estou muito bem aqui. Agora não penso em voltar ao Brasil, mas futuramente sim. Quaro encerrar
minha carreira no Brasil, mas antes gostaria de atuar pelo Santos, meu time de coração e do meu pai também.

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