Foi na ressaca do rebaixamento, em 10 de dezembro de 2007, que anunciaram o então terceiro reforço alvinegro – os outros dois eram o meia Rafinha e o atacante Lima - para a temporada seguinte: Anderson Sebastião Cardoso, o Chicão.
Fala, Fiel!
Foi na ressaca do rebaixamento, em 10 de dezembro de 2007, que anunciaram o então terceiro reforço alvinegro – os outros dois eram o meia Rafinha e o atacante Lima - para a temporada seguinte: Anderson Sebastião Cardoso, o Chicão.
É engraçado saber que a minha primeira lembrança do jogador é de uma data cheia de angústia, quando ele ainda atuava pelo Figueirense. No final de outubro daquele ano, a Fiel torcida lotou o Pacaembu para empurrar o time pra longe do rebaixamento. A gente precisava ganhar os três pontos e sair daquele pesadelo. A torcida unida, uma tensão no ar… e aí o juiz marcou um penalti bizarro do Iran, que foi convertido pelo zagueiro adversário. Era ele.
Ainda bem que a gente tinha o Finazzi, na ocasião! (fui irônica, tá?).
Trazido ao Corinthians por Antônio Carlos, então gerente de futebol, Chicão teve o aval de Mano Menezes e, de cara, passou a compor, ao lado de William, a dupla de zaga que veio a ser considerada a melhor do Brasil alguns meses depois.
Só que não foi só a sua qualidade defensiva que chamou a atenção… o zagueiro tinha também habilidade na bola parada e não demorou muito a se tornar cobrador de faltas e penaltis oficial do Coringão.
Antes de começar esse post, perguntei aos leitores quais os momentos mais marcantes de Chicão desde que chegou ao Parque São Jorge. Muitos não souberam especificar uma jogada, um gol ou um corte de bola. Mas a maioria absoluta o elegeu como ídolo e demonstrou simpatia pelo zagueiro.
A verdade é que Chicão é daqueles jogadores que tem tudo para virar ídolo mesmo: raça, habilidade e dedicação. Some-se a isso o fato de marcar muitos gols – grande parte deles decisivos – e de comemorar celebrando o nosso distintivo, demonstrando que o gol não foi do cara que veste a camisa três, mas do clube que está estampado naquela camisa.
É um jogador de alma Corinthiana.
O que mais me chama atenção no atleta é o fato de cada comemoração sua ser cheia de energia, de vontade, um desabafo que representa o grito de cada Corinthiano na arquibancada. E, ao mesmo tempo que é um monstro em campo, o jogador demonstra humildade e até uma certa timidez fora das quatro linhas.
Nunca foi um jogador de arrumar confusão. pelo contrário, raramente comete faltas e leva cartão. Mas sempre tem quem queira aparecer em cima dos nossos guerreiros. Foi o episódio infeliz do Neymar que colocou Chicão em evidência na mídia, levando um chapéu de bola parada.
O jogador raramente dá entrevistas e eu cheguei a pensar que ele não se manifestaria acerca do fato, afinal nem valia a pena também. Contudo, o camisa 3 surpreendeu e falou para o garotinho da vila o que muita gente queria falar mas não tinha coragem.
“Achei uma babaquice o que ele fez. Sabe aquele menino que está começando e se empolgar com o futebol? Não tinha necessidade de fazer aquilo. Durante o jogo, ele não deu caneta e nem chapéu. Mas, quando a bola parou, quis fazer gracinha para a torcida. (…) Para ser um grande jogador, o Neymar precisa de títulos. E, pelo que sei, ele não tem nem na base do Santos“ – 02/03/2010.
E aí que a resposta vem no campo. No jogo pelo campeonato Brasileiro, o menino veio botar banca de novo pra cima do nosso zagueirão. Pergunta aí se o pivete cresceu pra cima de Chicão…
Depois de dois anos e meio, 127 jogos e 31 gols vestindo o manto sagrado, Chicão é certamente um dos maiores ídolos da nossa torcida. Não por menos, o número 3 é bastante comum nas costas dos nossos torcedores.
Grande zagueiro-artilheiro e líder dentro de campo, Chicão poderia tranquilamente levar a braçadeira de capitão, pois honra o manto que veste.
Assim como no ano passado, surgiram neste mês algumas especulações sobre a saída de Chicão do Corinthians. Principalmente porque o contrato dele se encerra no final do ano. Esperamos que diretoria e jogador cheguem a um consenso, a primeira admitindo um aumento salarial e o segundo não extrapolando.
Mesmo porque ainda tem muito gol pra ele marcar e alcançar a marca de defensor que mais marcou pelo Timão, título que está com Pedro Grané, jogador da década de 20, que anotou 50 tentos com o manto alvinegro.
Para mim, um grande zagueiro, uma precisão incrível na cobrança de falta e, o mais importante de tudo, a alma Corinthiana!
E olha que eu evitei ao máximo comentar aqui o que a mulherada pensa do cara, hein!
Qual a sua opinião sobre nosso zagueiro?
VAAAAAAAI, CHICÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!
VAAAAAAAAI, CORINTHIAAAANSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!
Visite o site oficial do jogador: http://www.chicao03.com.br/,
Fonte: GloboEsporte

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