Fluminense e Figueirense entraram em campo na última quinta-feira, dia 30 de outubro, e jogaram apenas 16 minutos. Por falta de energia, a partida foi paralisada e adiada para esta quarta, às 20h (horário de Brasília), no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor reinicia o duelo vencendo por 1 a 0, gol do volante Arouca, aos 12. A partida, após os resultados do fim de semana (33ª rodada), ganhou contornos de dramaticidade. Isso porque, Fluminense e Figueirense estão na zona de rebaixamento da competição. O Tricolor, com 34 pontos, está na 19ª posição, enquanto os catarinenses, com 35, ocupam o 17º posto.
O Fluminense, que foi derrotado pelo Vasco por 1 a 0, no último domingo, só deixa a zona de rebaixamento com uma vitória. Já o Figueirense, que ficou no 1 a 1 com o Grêmio, no Olímpico, além de sair da degola com o resultado positivo, também escapa com um empate.
Em relação ao jogo que começou na semana passada, o Fluminense poderia ter construído um placar mais dilatado. Isso porque, aos sete minutos, o atacante Washington desperdiçou uma cobrança de penalidade máxima.
"Foi uma fatalidade. Uns dois jogadores do Figueirense cavaram um buraco na marca do pênalti. Precisei colocar em cima de um morrinho. Bati forte e com o vento, a bola subiu muito. Não era o momento de ter perdido o pênalti, mas vou continuar treinando para não errar mais", contou o artilheiro tricolor.
Apesar da vitória parcial do Fluminense, René Simões proibiu que os jogadores entrem em campo pensando na vantagem. Segundo o treinador tricolor, o resultado de 0 a 0 precisa ser mentalizado.
"Sempre passo confiança para eles visando o próximo jogo. Nosso pensamento desta forma é vencer o Figueirense. Muito se fala da vantagem que temos. Mas o segredo é esquecê-la e jogar com a mesma seriedade", salientou.
Pelo lado do Figueirense, Mário Sérgio tenta novamente trazer o torcedor para o seu lado. Na semana passada, pouco depois da interrupção da partida, o treinador discutiu com alguns torcedores do outro lado do alambrado que pediam uma equipe mais ofensiva.
"Tomei aquela atitude porque fui xingado. Eu mostrei àquelas pessoas que esse não é o caminho. O caminho é o diálogo, e a gente tem que conversar porque está em jogo a situação de um clube pelo qual eles são apaixonados, e nós somos os profissionais contratados para defendê-lo", disse, acrescentando.
"Gostei da nossa situação diante do Grêmio. Se o time jogar como atuou em Porto Alegre, eu não tenho medo desse resultado adverso para a equipe do Fluminense. Podemos sair de campo com os três pontos", encerrou Mário Sérgio, empolgado com o resultado na capital gaúcha.
Fonte: UOL Esporte

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