Nas arquibancadas do Brasil, a torcida do Corinthians gritou e fez virar slogan o “Eu nunca vou te abandonar”. E os fanáticos realmente estiveram ali, do lado do Timão, por onde ele passou durante a Série B. O mesmo não aconteceu com o elenco rebaixado, até mesmo por uma questão técnica. Dos 39 atletas que faziam parte daquele grupo, apenas oito continuaram para ajudar no retorno à elite.

Desses remanescentes, seis tiveram participação mais ativa nesta temporada: o goleiro Felipe, o zagueiro Fábio Ferreira, o volante/lateral Carlos Alberto, o volante Nilton, o meia Lulinha e o atacante Dentinho. Os outros dois, Bruno Octávio e Marcelo Oliveira, passaram a maior parte do ano no departamento médico.
"Quero conquistar um título de expressão pelo Corinthians no ano que vem. Não quero ir embora sem fazer isso"
Dos que permaneceram, os de mais destaque foram Felipe e Dentinho. O goleiro, depois de confusão e polêmica sobre sua renovação de contrato, foi um dos principais jogadores durante a campanha do vice na Copa do Brasil. Em seguida, porém, foi afastado do time por Mano Menezes. Retomou seu lugar mais tarde e conseguiu terminar a temporada por cima. E sonhando alto.
- Eu quero conquistar um título de expressão pelo Corinthians no ano que vem. Não quero ir embora sem fazer isso - declarou o camisa 1.
Jovens promessas têm caminhos diferentes no ano
Já Dentinho, que no ano passado era uma promessa, agora é uma realidade. Artilheiro do time na temporada, o jovem atacante se firmou, conseguiu aumento, um contrato maior e caiu nas graças da Fiel. E mais: é um dos homens de confiança do técnico Mano Menezes, com cadeira praticamente cativa entre os titulares.
- Sofri com o rebaixamento, porque era meu primeiro ano como profissional. Estou vivendo um momento muito bom e os gols estão saindo - disse o artilheiro.
"Sofri com o rebaixamento, porque era meu primeiro ano como profissional. Estou vivendo um momento muito bom e os gols estão saindo"
Amigo de Dentinho nas categorias de base, Lulinha também continuou. Mas não teve a mesma sorte. Foi o principal alvo dos poucos protestos de torcedores no ano. De qualquer maneira, jogou bastante e contou com o apoio do treinador alvinegro. Já Carlos Alberto se firmou como curinga, atuando de volante e lateral-direito.
O zagueiro Fábio Ferreira, um dos mais perseguidos pela torcida após o rebaixamento, principalmente por ter sido acusado de baladeiro, terminou a temporada em alta. Enquanto Chicão esteve suspenso pelo STJD, ele assumiu a condição de titular e deixou a sua marca em alguns jogos.
Por último, Nilton. O volante chegou a ter algumas chances como titular, mas uma seqüência de lesões o tirou a oportunidade de ter um ano melhor.
Fonte: GloboEsporte

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