Em boa fase, Avaí recebe exército de Roth no ‘jogo-guerra’ na Ressacada

Técnico faz sua reestréia pelo Vasco diante dos catarinenses e coloca cinco volantes em campo
e um lado, a calmaria. Do outro, um mar revolto. Enquanto o Avaí vive dias tranquilos, com uma vitória em casa e um empate fora, no Vasco, que ainda não venceu, a situação é diferente. Com a troca de Gaúcho por Celso Roth no comando, São Januário foi palco de mudanças radicais durante a semana. Neste domingo, na Ressacada, às 18h30m (horário de Brasília), pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, as duas equipes se enfrentam. Se para os catarinense vale a "manutenção" da tranquilidade, no Gigante da Colina só o triunfo interessa. Por isso, o confronto é tratado como uma guerra.

Curiosamente, o Avaí também foi o adversário na estreia de Celso Roth pelo Atlético-MG, no ano passado. Na ocasião, o jogo, que também aconteceu na Ressacada, terminou em 2 a 2.

Com quatro pontos, o Avaí é o segundo colocado no Nacional. Já os cariocas estão na 17ª colocação, com apenas um.

Para seguir entre os primeiros

O Avaí tenta manter a boa fase. Campeão catarinense, o time goleou o Prudente na estreia do Brasileiro e empatou com o Cruzeiro fora de casa na segunda rodada. Isso sem contar com seus dois principais jogadores, Sávio e Vandinho, que seguem fora.

O técnico Péricles Chamusca tem uma mudança certa. O goleiro Zé Carlos foi expulso na última rodada e dá lugar ao jovem Renan, de 19 anos. Na lateral esquerda, Uendel sente dores musculares na coxa e é dúvida. Seu substituto deve ser outra vez Pará, que sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo na última partida, mas não deve ser problema.

O zagueiro Émerson Nunes, que deixou o jogo contra o Cruzeiro após um choque na cabeça, está liberado para o duelo.

‘Jogo-guerra’ para começar com pé direito

No Vasco, uma semana de muitas mudanças. Troca de treinador, de esquema, de time... Celso Roth chegou na terça-feira para o lugar de Gaúcho, que foi “rebaixado” a auxiliar. E o novo treinador chegou com personalidade, gritos e atitude.

Logo no primeiro treino com bola, fez uma atividade tática de quase duas horas. A diferença, aliás, não ficou apenas na duração da atividade. O técnico mudou a filosofia de trabalho e exigiu muito que os atletas repetissem fundamentos como cruzamentos, saída de bola, marcação sob pressão, cobrança de lateral e pênalti. Ele fez questão, ao longo da semana, de exaltar que apenas com trabalho conseguirá a vitória. Como nos treinos, quer também pegada e seriedade na partida, que classifica como uma guerra.

- Lá (Santa Catarina) não é jogo, é jogo-guerra. É diferente de jogar aqui (em São Januário) ou no Maracanã. É um jogo de choque, de pegada. Mas não podemos sair daqui para empatar. Respeitamos o Avaí, mas vamos com pensamento positivo, de conquistar a vitória - lembrou o treinador.

Em campo, o exército de Roth conta com cinco volantes. Jumar, Nilton, Souza, Léo Gago e Rafael Carioca vão para o jogo. Porém, alguns terão funções um pouco diferentes. Nilton será o terceiro zagueiro. Já Jumar atuará pela ala direita. E Souza terá a responsabilidade de armar jogadas ao lado de Philippe Coutinho, que chegará mais ao ataque, no esquema 3-5-2.

Um desses volantes conhece bem o adversário. Léo Gago, que atuou na Ressacada em 2009, serviu inclusive de espião para Celso Roth, mas espera recepção calorosa em Santa Catarina.

- Espero ser aplaudido. Fiz um bom trabalho no ano passado e deixei amigos. Tive uma história legal lá.


Fonte: GloboEsporte

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