O Corinthians retornou à Primeira Divisão do Brasileiro após vencer o Ceará por 2 a 0, no último sábado, no Pacaembu, e contar com a derrota do Barueri, o quinto colocado, por 2 a 1 para o Paraná. E o técnico Mano Menezes admitiu que durante a partida tentou viabilizar uma homenagem que estava em sua mente nos últimos dias. Assim que o Timão assegurasse a volta ao grupo de elite, ele pretendia colocar em campo todos os atletas que sofreram no ano passado com o rebaixamento. Dentinho e Felipe, que são titulares, já estavam em campo para dar a volta por cima após o sofrimento pelo rebaixamento. Faltavam os remanescentes Lulinha, Carlos Alberto e Fábio Ferreira. Os dois primeiros entraram no segundo tempo, mas o terceiro não teve a oportunidade de festejar o acesso atuando.
- Eu tinha em mente que se o resultado de Barueri nos favorecesse iria colocar os três jogadores que foram rebaixados no ano passado: Fábio Ferreira, Carlos Alberto e Lulinha. A partir dos 20 minutos do segundo tempo, perguntei pela primeira vez do jogo de lá. Estava 1 a 1. Fui acompanhando a reação da torcida, o pênalti, o gol do Paraná. Não consegui colocar o Fábio, mas coloquei os dois. Foi uma forma de reconhecimento pelo que eles passaram - diz Mano Menezes.
O treinador do Corinthians explicou a dificuldade que teve para promover a entrada de Fábio Ferreira. O meia Morais sentiu cansaço e não suportou o ritmo de jogo. Mano Menezes não tiraria um jogador com características ofensivas para mandar a campo um zagueiro.
- Eu gostaria de ter colocado o Fábio, mas a substituição do Morais impediu. Mas agora todos os jogadores têm o direito de comemorar: Uns mais e uns menos. Quem esteve na queda sofreu muito mais e proporcionalmente está mais feliz. É bom ver jogadores se recuperando. Felipe voltou a defender a bola do jogo e é isso que se espera de um grande goleiro. Ele foi o retrato da equipe na Série B - analisa o treinador.
Além de não ter entrado em campo no jogo que garantiu o acesso, Fábio Ferreira está com os dias contados no Parque São Jorge. O seu contrato vence no próximo dia 31 de dezembro. O zagueiro comunicou ao presidente Andrés Sanchez que não pretende continuar no clube, pois se sente perseguido pela torcida. O dirigente entendeu a sua posição e não fez esforço para segurá-lo no elenco em 2009.
Fonte: GloboEsporte

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