Capitão do Leão da Ilha atinge marca com a camisa azurra e passa em branco na vitória pelo Operário, mas segue como personificação da torcida dentro do gramado
Marquinhos é Avaí. E o Avaí tem muito de Marquinhos. Ainda que quando Marcos Vicente dos Santos tenha nascido, em 29 de setembro de 1981, o Leão tivesse seus 58 anos, as histórias do clube de Florianópolis e do menino loiro de Biguaçu iriam se completar. Nesta terça-feira, o capítulo 300 de um amor que parece sem fim foi escrito, ainda que sem gols do hoje camisa 10, capitão e talvez maior ídolo azurra. Mas isso é o de menos.
De menos porque Marquinhos não vive só de gols. Até luta para ser o maior artilheiro da Ressacada, mas é em campo a referência da arquibancada e isso que o faz ídolo. Grita, cobra, lamenta e dá pulos de raiva quando nada dá certo. É como se o torcedor avaiano quisesse estar em campo. Como não pode, vê em Marquinhos o reflexo de si mesmo.
E Marquinhos correu. Na Ressacada, palco de tantas alegrias, buscou jogo atrás, deu caneta no meio e acertou a trave. Queria o gol, veio a assistência. Contribuição que garantiu o Avaí na próxima fase da Copa do Brasil, ao vencer o Operário por 3 a 1. Agora a equipe vai enfrentar o arquirrival Figueirense.
A terça-feira, 14 de abril, ficará na história. A personificação em campo se multiplicou na arquibancada. Com máscaras disponibilizadas pelo clube com o rosto do Galego, o camisa 300 se viu em todos os lugares da Ressacada. Afinal, Marquinhos é Avaí. E o Avaí tem muito de Marquinhos.
fonte: globo.com

wmi9