A morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, completa quatro anos nesta segunda-feira. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro de campo em partida contra o São Paulo, no Morumbi, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2004. Paulo Sérgio de Oliveira Silva, tinha 30 anos e era natural de Vitória, no Espírito Santo. Ele foi um dos ícones do Azulão nos vice-campeonatos brasileiros (2000 e 2001) e da Libertadores (2002) e do único título paulista do clube (2004).
O jogador caiu sozinho em campo, aos 14 minutos do segundo tempo, quando a partida estava empatada em 0 a 0. Ele estava dentro da área de seu time. Os médicos do São Caetano e do São Paulo tentaram reanimá-lo ainda no gramado, com massagem cardíaca e respiração boca-a-boca. Durante cerca de cinco minutos ele foi atendido em campo, antes de ser levado de ambulância até o centro médico do próprio estádio. Em seguida, foi levado para o Hospital São Luiz, mas não resistiu.
O então goleiro do Azulão, Silvio Luiz, revelou que alguns exames feitos no clube haviam acusado alterações cardíacas no atleta.
- Era uma chance de 1% de haver algum problema - disse, na época.
O São Caetano foi punido pela CBF e perdeu 20 pontos no Brasileirão daquele ano. O presidente do clube, Nairo Ferreira, e o médico Paulo Donizetti Forte foram indiciados por homicídio doloso (quando existe intenção de matar), mas tiveram seus casos desqualificados para conduta meramente culposa. Os dois foram condenados, mas, amparados pela justiça, exercem atualmente as mesmas funções no clube.
Ao longo de sua carreira, Serginho defendeu o Social de Coronel Fabriciano (MG), Patrocinense (MG), Araçatuba (SP), Democrata (MG), Mogi Mirim e São Caetano. Ele era casado e deixou um filho, hoje com oito anos.
Fonte: LaceNet!

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