- Eu estava aquecendo o Felipe momentos antes de uma final de Campeonato Baiano, contra o Bahia, ainda nas categorias de base, quando de repente ele parou e ficou com os olhos cheios de lágrimas. Ele me disse que o pai dele estava na arquibancada pela primeira vez – contou Luciano Júnior.
Jorge, pai de Felipe, não apoiava a idéia do filho de se tornar jogador profissional de futebol. Controlador de vôo, ele queria mesmo que o corintiano enveredasse na carreira de militar, mas não teve sucesso. O goleiro queria mesmo era ficar debaixo da trave. Por essa pressão que sofria é que aquele dia foi tão emocionante.
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- Tive de ser frio com o Felipe e perguntar se o fato de o pai dele estar ali iria atrapalhar ou ajudar naquela final. E ele me disse que eu poderia ter certeza de que seria uma das melhores partidas dele, que a presença do pai só ia ajudar. E assim foi. Ele jogou muito e fomos campeões – declarou o preparador de goleiros.
A emoção de Felipe ao ver que o pai estava ali para vê-lo em campo mexeu com Luciano. Tanto que até hoje ele não esquece os detalhes daquele dia. Diálogo nunca faltou na relação do goleiro com o preparador. No auge da adolescência de Felipe, Júnior teve de colocar o atleta para morar no alojamento do clube e entrar na linha.
- Sempre trabalhamos o Felipe como um atleta diferenciado. Mas, como todo garoto, ele teve problemas de comportamento, coisa normal de adolescente. Por isso, com o consentimento da família, o trouxemos para morar no alojamento. Tudo pensando na formação de caráter dele – contou Júnior.
Embora saiba da sua importância no crescimento profissional de Felipe, assim como Sérgio Passarinho e Eduardo Bahia, Luciano não gosta de dizer que revelou o goleiro.
- A gente brinca aqui no Vitória que quem revela é laboratório fotográfico – finalizou.
Fonte: GloboEsporte

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