Quando a Polónia começar a sua campanha no UEFA EURO 2008™, contra a Alemanha, a 8 de Junho, o ímpeto criativo poderá vir de Roger Guerreiro, um médio-ala de origem brasileira. Convocatória controversa
Seguindo o exemplo de Emmanuel Olisadebe, que jogou pela Polónia no Campeonato do Mundo de 2002 após ter crescido na Nigéria, o médio do Legia Warszawa acabou por ser convocado de forma algo controversa para a selecção orientada por Leo Beenhakker. Apesar das excelentes exibições pelo seu clube, houve quem questionasse o seu direito a um lugar na selecção, sendo que o jogador mais experiente da equipa, Jacek Bąk, deu voz a uma preocupação geral. "Se ele se sente polaco, se o seu coração bate mais forte quando ouve o hino nacional e se der tudo em campo, então poderá funcionar", afirmou o jogador de 35 anos. "Caso contrário, teremos um problema".
O apoio de Beenhakker
Depois de se ter estreado com uma assistência para o golo do capitão Maciej Żurawski na vitória de terça-feira, por 1-0, sobre a Albânia, o jogador não tem dúvidas sobre a sua lealdade. "Posso não falar polaco fluentemente, mas percebo muito", afirmou. "Quero dar o meu melhor pela minha nova pátria e prometo que não se arrependerão. Espero vir a ser importante para a equipa". O treinador holandês Beenhakker também saiu em sua defesa, afirmando: "Ele tem o seu sonho, que nós partilhamos com ele. Estamos em 2008. É altura de perceber que o Mundo mudou. Tenho muita fé no Roger".
Rápida adaptação
Residente na Polónia há dois anos, o jogador natural de São Caetano recebeu a cidadania polaca a 17 de Abril, numa cerimónia encabeçada por Lech Kaczyński, presidente polaco, que na ocasião afirmou: "Espero que traga sucesso para a nossa equipa". Nessa altura, o médio já dava nas vistas no estádio Ekstraklasa, cuja relva pisou pela primeira vez em Março de 2006, depois de ingressar no Légia por empréstimo do EC Juventude no anterior mês de Dezembro. Adaptou-se rapidamente e ajudou o clube a conquistar o campeonato na sua primeira época, com os seus três golos em 13 jogos a valerem-lhe um lugar no "Onze dos Melhores Estrangeiros", da revista Piłka Nożna.
Estreia internacional
Na última época, Roger actuou no centro do meio-campo, por iniciativa do treinador Jan Urban, mas apesar de se ter adaptado bem à posição, o clube ficou no segundo lugar. No entanto, conquistou a Taça da Polónia e Roger foi o melhor em campo na final, ao que se seguiu a convocatória para a selecção. Agora está concentrado em ajudar a sua equipa a qualificar-se no Grupo B na Áustria e na Suíça, onde espera que os polacos possam comemorar resultados memoráveis. "A minha mãe e a minha família estão muito orgulhosos de mim", afirmou. "Gostaria de ver os adeptos polacos contentes também, o que pode acontecer se jogarmos bem e alcançarmos alguns resultados históricos, como seria a vitória sobre a Alemanha".
Fonte: UEFA

wmi9