A goleada de 6 a 1 sobre o São José, no Gauchão, e a vitória fora de casa contra o Boyacá, pela Libertadores, tiveram efeito milagroso. O Olímpico está inundado de sorrisos. Estão todos felizes. Menos Alex Mineiro. Contratado para fazer muitos gols, ele não tem correspondido. Conta quatro, um deles de pênalti, em 897 minutos em campo, média de um gol a cada 224,2 minutos. Por isso, admite: – Estou chateado.
A última vez foi no Gre-Nal da decisão do primeiro turno. Tudo bem que foi um gol importante, em clássico. Mas lá se vão três jogos só abraçando os companheiros. Nem no 6 a 1 repleto de facilidades ofensivas sobre o São José, no Olímpico, Alex Mineiro conseguiu fazer o seu. Só marcou no Gauchão: quatro vezes. Jonas, que nem começou a temporada como titular, tem o dobro e já persegue a artilharia do campeonato. Na Libertadores, até agora, nada.
Dos 17 jogos do Grêmio nesta temporada, Alex Mineiro participou de 11. Ficou fora, por lesão ou para ser preservado, em seis. A média de gols é ruim para um atacante de 34 anos, contratado para unir habilidade e presença constante no placar: 0,3 gols por partida.
– Fases assim acontecem na vida dos atacantes – diz Alex. – O gol vai sair, se Deus quiser.
Nem mesmo a experiência de andarilho do futebol faz o centroavante deixar de admitir que a escassez de gols o incomoda. E muito. Além de América-MG, Cruzeiro, Vitória-BA, Bahia, Atlético-PR e Palmeiras, Alex andou também no México e no Japão. Jogou no Tigres e no Kashima Antlers. Dos três jogos sem gols, o último, contra o São José, foi o que mais doeu.
– Fiquei triste, admito. Também, de seis gols não fazer nenhum...É para ficar mesmo, não é? – suspira.
Apesar da má fase, Alex Mineiro tem o apoio do técnico, que nem cogita condená-lo à reserva dos argentinos Herrera ou Maxi López. No embalo da fase bem-humorada, Roth até recordou que foi ele, em uma atitude polêmica e alvo de críticas, o responsável por retirar Petkovic do time no Vitória-BA para colocar Alex.
– Brincava com o perigo, hein? – disse Roth, referindo-se ao status de estrela de Petkovic, recém-chegado a Salvador, vindo da Europa.
Mas o que fará os gols voltarem, enfim? Alex e Tcheco têm uma tese. A fixação do esquema com dois atacantes irá ajudá-lo. O último gol, por exemplo. Aconteceu no Gre-Nal, minutos depois de o técnico desistir do 3-6-1 e apostar no ingresso de Jonas. Na primeira ação da dupla de atacantes, Jonas reteve a bola, segurou um zagueiro e serviu Alex, que colocou fora do alcance do goleiro Lauro.
– A sequência de jogos com dois atacantes vai ajudar – apostou Alex.
Tcheco, ferrenho defensor do esquema 3-5-2, também faz sua previsão.
– Vamos ganhar velocidade. Com mais opções de bola para lançar na frente, o passe sai mais rápido e estaremos mais perto do gol.
Fonte: GloboEsporte

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