"Outras equipes grandes já caíram e voltaram mais fortes. O mundo não vai acabar. Tem de levantar a cabeça e correr atrás em 2008" A declaração acima foi dada pelo goleiro Felipe na saída do campo do Olímpico, depois do empate com o Grêmio, que confirmou a queda do Corinthians no dia 2 de dezembro de 2007.
Agora, após ter superado problemas com a diretoria e com a comissão técnica, que chegou a barrá-lo por três jogos neste ano, o camisa 1 entra em campo como o único titular do time atual que participou daquela trágica tarde no Sul.
Sim, mais do que qualquer outro, Felipe pode dizer:
– Nós colocamos o Corinthians na Segunda Divisão, mas nós também devolvemos o Corinthians à Primeira Divisão. Não vejo a hora de tirar esse peso das costas. Não digo que é uma realização, mas será uma emoção muito grande saber que fizemos nossa obrigação.
Até ser barrado, em junho, por falta de empenho nos treinos e por não conseguir reduzir o percentual de gordura (justificativas dadas pela comissão técnica), Felipe também travou guerra fria com a diretoria por aumento salarial e por causa de uma proposta milionária do Fluminense no início do ano.
Criou mal estar com a Nike por criticar a camisa amarela, que acabara de ser lançada, e virou alvo da Fiel por causa dos dois gols sofridos na derrota por 2 a 0 para o Sport, em Recife, na final da Copa do Brasil.
Foram dias difíceis. Mas nada comparados à mancha provocada pelo rebaixamento com o Timão.
Neste sábado, Felipe confirma a volta por cima. De bem com a Fiel, como o LANCENET! pôde constatar em Salvador, quando ele, na Praia de Itapuã, cruzou com integrantes da Gaviões da Fiel, o goleiro joga para “35 milhões de corações corintianos”.
– Se no fim do ano passado eram 30 milhões, agora deve ser uns 35 milhões... Espero que o estádio esteja cheio e que a gente dê essa alegria para o torcedor, que teve um ano tão sofrido em 2008. É só isso.
Fonte: LANCEPRESS!

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