O volante relembra sua trajetória no Remo, celebra o apoio da torcida e projeta os desafios da Série A. Caio ainda não definiu o seu futuro.
Foto: Samara Miranda/Remo
O volante Caio Vinícius foi um dos jogadores mais representativos dessa reta final do Clube do Remo no Campeonato Brasileiro. Na sequência de jogos com resultados positivos, desde a chegada do técnico Guto Ferreira, ele foi um dos destaques da equipe. Caio marcou quatro dos seus seis gols no ano com a camisa do Leão Azul. A efetividade ofensiva rendeu, inclusive, brincadeiras dentro do elenco de que ele estaria pleiteando uma vaga no ataque. Mas, foi como segundo volante, tendo mais liberdade para chegar ao ataque, que ele acabou sendo uma peça muito importante na temporada mais significativa do Remo das últimas décadas.
Vindo do Vitória-BA, onde tinha poucas chances, chegou ao Baenão mais para compor o elenco. O começo foi irregular, entre idas e vindas frequentava o time titular ou banco de reservas, até que aos poucos foi se firmando, em especial pela força de marcação, mas também pela qualidade na saída de bola. A bem da verdade, seu futebol apareceu quando o time finalmente se encaixou, o que é normal. E foi assim que ele virou o elemento surpresa do time, sempre com chegadas perigosas no ataque e ajudando na marcação.
A expectativa da diretoria e da torcida é pela permanência do jogador, que seja um dos salvos na reformulação que deve ter no elenco, já que o sarrafo para a primeira divisão é muito mais alto e nem todos poderão ficar. O jogador afirma que tudo depende das conversas, mas que por enquanto está apenas descansando. Ele falou com exclusividade ao Bola sobre essa sua passagem pelo clube, a relação com a torcida e a cidade, e a volta para a Série A, uma divisão que ele conhece bem, inclusive das dificuldades que ela trará ao time azulino.
Caio, tua trajetória no Remo foi de idas e vindas, mas foram mais pontos altos. Como você analisa essa temporada pessoalmente?
“Eu analiso minha temporada como a melhor da carreira, não só pelos números individualmente, mas por ajudar esse clube a retornar à elite do futebol, e por todos envolvidos para esse feito. Eu sou grato a Deus por ter me dado saúde para terminar a temporada em alto nível”.
Saltaram aos olhos os gols que fizeste nessa reta final. O que mudou para isso, o posicionamento, a confiança, de tudo um pouco?
“Com certeza o professor Guto deu confiança para desempenhar esse papel, o qual sempre foi uma característica minha em toda minha carreira. E, com ajuda dele e seus auxiliares, pude ser mais efetivo e ajudar com gols importantes”.
Você já defendeu outros clubes de massa, mas te impressionou essa relação com o Fenômeno Azul, com essa emoção representada de mais de 30 anos longe da elite?
“Quando busquei informações sobre o clube, antes de vir, o que mais diziam era que ele tinha uma torcida apaixonada, que era o diferencial do clube e foi muito gratificante poder ter vivido isso de perto em todos os nossos jogos, seja em casa ou fora, com o Fenômeno Azul se fazendo presente. Quando vesti a camisa no primeiro jogo, eu profetizei coisas boas ao ver aquele estádio lotado de torcedores azulinos e ver isso sendo realizado na última rodada dessa Série B, e sendo uma tarde histórica para nós, com o retorno do Rei da Amazônia à Série A. E o Fenomenal Azul irá seguir dando show onde o clube for jogar”.
Você que tem experiência na Série A, quais os principais desafios a serem transpostos em 2026?
“Acho que o clube já está se reestruturando para dar condições ainda melhores para os atletas. Porque será uma temporada com desafios ainda maiores, jogos com equipes que estão estruturadas há anos. Mas, com muito trabalho de todos, pode ser mais uma temporada histórica para esse clube”.
Para finalizar, vais vestir azul-marinho em 2026?
“Iremos resolver isso em breve, mas agora quero descansar com minha família porque a temporada foi puxada, mas minha vontade é de continuar a trajetória“.
Fonte: diariodopara.com.br

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